domingo, 27 de novembro de 2011

Tabelas e Fórmulas na Língua Portuguesa


Fui surpreendida num sonho em que análise sintática era realizada com fórmulas. Isso é Química, meu Deus! Gritei no sonho e depois que acordei também.
         Assim mesmo – foi como tudo começou. Naquela manhã surgia o projeto: Português na Linguagem Química – e durante todo aquele dia passei debruçada nos três exemplares de Química que estavam na minha estante . Era tudo tão novo e tão magnífico: Queimei o arroz, a carne, o feijão. Esqueci a máquina de lavar roupa ligada por mais tempo do que deveria. Se o telefone tocou, eu não o ouvi. Não, naquele dia. Estava ocupada demais criando a TABELA MORFOSSINÁTICA I.
É mesmo muito especial a “TABELA PERÍODICA DA LÍNGUA PORTUGUESA” (é assim que os meus alunos a chamam). E o conteúdo que ela traz, numa visão tridimensional: cores, símbolos e nomes, é correspondente a seis meses para o estudo de morfossintaxe. Não é incrível?!
         Mas, dois anos depois, o projeto não para de fluir, e outras fórmulas, outras tabelas continuam surgindo, ampliando-o; pois ele está em formação. Aliás, ele continua a sua caminhada desde 1939, data em que começou através da língua francesa – Éléments de Syntaxique Structurale – com Lucien Tesnière, professor francês, que foi o primeiro a ousar nesta mistura maravilhosa: estudar uma Língua com a dinâmica didática da Química. Parabéns, Lucien.
         Será que ele sonhou também? Havia ainda dois alemães, seus contemporâneos que faziam o mesmo tipo de estudo. Sem que um soubesse acerca do outro. Lucien não os conhecia, nem eles a Lucien. Eu também não os conhecia, nem mesmo o projeto. Nunca ouvira falar. Foi mesmo naquele sonho o meu primeiro contato com as fórmulas sintáticas.
         Lucien instituiu o termo Valências Verbais e outros. Eu, as Tabelas Morfossintáticas I e II e outras; e desenvolvi  ainda as fórmulas sintáticas, os símbolos sintáticos, e outras peculiaridades químicas dentro do estudo de língua portuguesa. Orgulho-me disto, e com humildade reconheço que foi Deus. Foi Deus quem me inspirou, e é ele quem me capacita a avançar. No entanto, faço a minha parte: Estudo, pesquiso, dedicando-me sempre mais. Pronta a reconhecer que a sabedoria “não se acha na terra dos viventes, porque só Deus entende o seu caminho; e ele sabe o lugar onde ela está” (Jó 28.13,23).